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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Sagüi fala e Você escuta: Funk, o Câncer Cultural

Há alguns anos atrás, o pior que o Brasil podia oferecer culturalmente em se tratando de música era o axé, a dança da manivela (que, como todos sabem, foi criada por Nero e trazida ao Brasil por terroristas culturais), a dança do gorila e é o tchan. Cada música e artista (leia-se: criminoso musical) envolvido neste movimento era motivo suficiente pra considerar a Bahia como área Biohazard e ser devidamente esterilizada (com gás mostarda e fogo, muito fogo), mas para nossa eterna vergonha algo pior foi criado: o Funk.

O Funk já tinha alguma fama no Rio, seu berço, mas foi apenas com o que pode ser considerado o Osama da música por seus ataques cruéis à música e ao bom gosto que o Funk realmente começou seu caráter profano - e pagamos o preço até hoje! O Osama é ninguém menos que Tigrão.

Você se lembra dele com seu “bonde do Tigrão”, “só as cachorras” e etc. Eu me lembro que, de repente, era socialmente aceitável se referir a uma mulher como cachorra, era legal ter cabelo de pico loiro. Foi como se a inteligência coletiva do país tivesse saído pra comprar cigarros e nunca mais voltado. Desde então, o nível conseguiu baixar com MCs (não estou referindo ao Movimento Cultural Splatter!) surgindo a cada décimo de segundo. A criatividade, que já era pouca e só usada para desenvolver sinônimos novos para sexo, foi se esvaindo rapidamente e logo nem mesmo precisava-se mais de frases inteiras: apenas de 5 velocidades e uma gíria que faria crianças de 4 anos chamar alguém de imaturo.

O funk trouxe à tona o
funkeiro, aquele cara de boné branco com a aba reta que insiste em puxar briga com você, mostrando ser muito macho contra você sozinho e ele com sua gangue, quero dizer, amigos. Esse ponto morto evolucionário se acha superior a todos por ter armas e saber que vai sobreviver no máximo até os 20 anos, a não ser que vá para a prisão. O porquê do estado do Rio não dinamitar todos os morros e/ou fazer um show de graça com todos os músicos de funk que eles conseguirem achar totalmente de graça dentro de angra dos reis e deixar um infeliz (nem tão infeliz assim) acidente nuclear acontecer ainda me incomoda. Quero dizer, diferente do Silva (que era funkeiro, mas era pai de família), uma boa parte é criminoso, e, principalmente, 99% dos funkeiros são chatos pra cacete.

Por que eu sou forçado a ouvir sua música no ônibus? Eu não te forço a ouvir o melhor do ABBA. Por que eu tenho que ouvir se é fácil ou não invadir o morro do dendê? Não quero saber quem está atolada ou não, pare de tocar isso, ninguém gosta, não é bom e não, não tem nenhum significado extra, é só bunda e tiro. Sabe, eu sempre achei que se Deus existe mesmo, ele deve ser meio Zé. Afinal, ele criou o oceano cheio de água que te mata se você beber, a mulher, que é como chegar à lua: muito bonita, sem ela estaríamos mortos, mas uma dificuldade infernal pra conseguir e muito nego já foi pro saco tentando. Se ele existe, então o funk é a prova de que o homem foi criado à sua imagem; só o filho de alguém que criou o cacto (uma planta, no meio do deserto, cheia de água com flores venenosas e espinhos gigantes) poderia conceber a crueldade musical que é infligida aos nossos ouvidos pelo funk.

Sabe, o Sagüi é muito preconceituoso, tem tendências levemente genocidas e, francamente, é um babaca, mas neste caso eu não vejo como eu posso aceitar isso. Está na hora de acabar com o exército das abas brancas. Sim, suas mulheres dançam em poses picantes e usando roupas reveladoras, mas lembrem-se: mulheres dançam assim para quase todo estilo musical. Lembrem-se também que daqui a vinte anos nossos filhos vão ouvir músicas horríveis e nós estamos agora jogando fora aquele que é um dos maiores privilégios da idade avançada: a frase "no meu tempo era melhor". Agora, pense em dizer isso sendo que seu tempo produziu o “bonde da stronda”.

Eu sou O Sagüi e eu aprovo este amontoado desconexo de insultos.

2 Comentários:

Mano Menger disse...

Eu sou o Maiondize e concordo contigo.

Anônimo disse...

e verdade...eu tambem odeio funk.ja escutei gente falando que gostava so do toque das musicas retardadas e me doi quando vejo crianças des de muito pequenas escutando aquela porcaria e agindo como retardados des de pequenos.

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