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sábado, 3 de abril de 2010

Coelhinho Bossa-Nova

Primeiro, não tenho orgulho nenhum em admitr que é uma grande responsabilidade e um cagaço tremendo escrever qualquer coisa depois do nosso messias Sagüi, mas como ele está ocupado salvando a Terra nesse momento, cale a boki e não reclame. Pensa bem, poderia ser pior... Você poderia estar lendo o G1 agora e sabendo que um filme sobre romance gay entre judeus ortodoxos estreia em SP (sim, essa notícia realmente existe, eu acabei de ler e fiquei perpreto)!

Não, esse não é o filme, mas esse vídeo é engraçado pra caralho hehehehe

Bem, seguindo a linha cultural-escrotizante do post sobre Carnaval, titio D´Agostino vai contar para vocês toda a história de paixão por trás da Páscoa. Não aquele papinho de crucificação com Thiago Lacerda barbudo fazendo o papel de Jesus Roboto e Susana Vieira "interpretando" a virgem (?) Maria, mas o verdadeiro behind the scenes desse feriado que tem tanto peixe e chocolate!
E não poderíamos começar sem primeiro contar a história dEle, que é cultuado há milênios e até hoje continua presente em nossa cultura fazendo milagres por onde passa... Que mané Jesus o quê, tou falando do xocoatl, a água amarga: O chocolate. Inventado pelos maias por volta do ano 400 depois de Cristo, no início o chocolate era uma bebida amarga feita de cacau e água, daí o nome xococ + atl = Água Amarga.

Dinastia Parangoleira do chocolate em seus tempos áureos

Foi só em 1502, na chegada de Cristovão Colombo às praias astecas, que os europeus provaram do cacau das indiazinhas e o levaram para a corte da Espanha. De lá, o chocolate foi zuado por tudo quanto é tipo de eurobreu até chegar na mão dos franceses (sempre eles!), que se aproveitaram de uma tradição já existente na cultura cristã, que por sua vez havia sido roubada das culturas grega e egípcia... Simples, pintar ovos de galinha como sinal de renascimento e fertilidade. O que os frescos dos franceses fizeram foi esvaziar esses ovinhos coloridos e preencher com chocolate, uma viadagem que deu certo até hoje.

Merovingian, criador do orgasmo redondo ou, em outras palavras, "ovos de páscoa"

Quanto aos peixes e essas outras paradas, isso tudo advém de uma mistureba foda (sincretismo religioso, para os politicamente corretos)... Tudo começou há um tempo atrás na ilha do Sol, quando Charlton Heston e os judeus fugiram do Egito pelo Mar Vermelho, e assim começou a rave mais longa de todos os tempos. Juntando a celebração pela zuada nos egípcios com a celebração pela ressureição de Cristo, o bloco judaico-cristão já tinha de tudo pra bombar nas micaretas do Oriente Médio, mas não era só isso!

Páscoas e páscoas foram se passando e vários outros elementos foram se juntando ao pout-pourri do coelho, mas, por que diabos o coelho? Não sei se vocês sabem, mas a Igreja Católica aniquilou alguns povos bárbaros durante a baixa Idade Média e se apossou de suas culturas. Pois bem, uma dessas culturas pagãs envolvia uma tal deusa Eostre (Easter, alguém?), cujas sacerdotisas provavelmente gostosas e lésbicas liam o futuro nas entranhas de lebres sacrificadas.

Coelhinho da Páscoa, o que trazes para mim...

Mas, afinal, e os peixes uai?

Até mais, e obrigado pelos peixes!

Sacerdotisas gostosas e lésbicas

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